Vou me mudar mudar com animal de estimação

Vou me mudar e tenho pet, e agora?

O mês de Abril se tornou o mês de campanha contra os maus-tratos aos animais. Por conta disso, o abandono se tornou uma grande pauta desse período. O que leva alguém a abandonar o seu animal de estimação não tem justificativa plausível, mas é muito comum que o motivo seja a mudança de residência. Assim, a Mellro entende a dificuldade de se mudar com animais de estimação, refuta o discurso do abandono e defende que nenhum bichinho deve ou pode ser ignorado em nenhuma circunstância.

Há um tempo atrás, havia uma proibição de animais em condomínios. Por causa disso, muitas pessoas ao se mudarem, acabavam doando seus pets ou até mesmo os abandonando. Assim, segundo esse artigo do site Agência Brasil, “[…] uma estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que mais de 30 milhões de cães e gatos estejam em situação de abandono no Brasil”.

Contudo, aos poucos, o país vem reconhecendo suas obrigações e deveres perante aos animais e a natureza, vejamos:

Leis contra maus-tratos 

Foi somente em 1998, com a  Lei Federal nº 9.605, que o abandono de animais foi considerado crime por se encaixar na classificação de maus-tratos.

“Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos.”

E em setembro de 2020, com a Lei Federal nº 14.064, houve uma alteração da penalidade em relação aos maus-tratos, chegando em até 5 anos de detenção.

“§ 1º-A Quando se tratar de cão ou gato, a pena para as condutas descritas no caput deste artigo será de reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, multa e proibição da guarda.”

E ainda, ocorre um aumento da pena caso haja a morte do animal:

“§ 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.”

Dessa maneira, o abandono nunca deve ser a primeira alternativa para lidar com qualquer situação. Quando trata-se de mudar com animal de estimação, mas também não somente, é necessário que haja bom senso para resolver os problemas que rodeiam a questão e, até mesmo, quando necessário, solicitar ajuda de instituições, médicos veterinários ou especialistas, ou órgãos públicos. Caso contrário, a lei poderá responsabilizar e punir o indivíduo.

A Lei contra os maus tratos protege os animais

Condomínios não podem mais impedir que moradores tenham animal de estimação

O Supremo Tribunal da Justiça determinou em dezembro de 2019 que os condomínios não poderão mais impedir que moradores possuam animais de estimação, desde que não prejudiquem o convívio e a moradia dos demais residentes.

De acordo com o Código Civil, ter bichinhos é um direito de propriedade. Porém, isso não deve atravessar os direitos dos outros vizinhos. Sendo assim, quando ocorrem prejuízos à convivência, o STJ indica analisar cada situação isoladamente. 

Assim, uma situação que pode ocorrer é que o condomínio, ou em caso como de aluguel, o proprietário, podem dar preferência a moradores que não possuam pets. Porém, isso não impede que, posteriormente, esses moradores possam vir a ter bichinhos, desde que sejam responsáveis pelos danos e incômodos que possam ser causados. 

Você pode conferir mais detalhes sobre o que aponta as convenções e quais regras podem ser definidas no condomínio, clicando aqui.

Como se mudar com seu amigo de estimação?

Visto que não há mais espaço e nem justificativa para o discurso “vou me mudar e não posso levar meu bichinho”, a Mellro separou dicas para te ajudar na hora de mudar com animal de estimação! Dá uma olhada:

Tenha o meio de transporte adequado

Se seu bichinho não está acostumado a andar de carro, ou muito menos sair de casa, você não pode e nem deve levá-lo solto ou no colo na hora da mudança. Para isso, é necessário que você tenha uma caixa de transporte do tamanho do seu pet e que permita a ele dar um giro 360º sem maiores dificuldades. Além disso, não deve ser caixa de papelão ou de outro modelo que não seja a  específica para transporte de animal doméstico. 

Dessa forma, você garante a proteção tanto do seu amiguinho, quanto a sua e de demais pessoas que poderão estar ao redor, levando em consideração que, em caso de muito estresse, o animal pode entrar em desespero ou pânico e causar algum acidente. Assim, sempre dê preferência à segurança ao se mudar com seu animal de estimação!

Previna estranhamentos

Um dos métodos mais eficazes de adaptação é levar algo do pet antes do dia da mudança. Esse item não deve ser um brinquedo ou algo que seu pet possui muita adoração ou afeto, pois a ausência, mesmo que temporária, desse item pode causar um estresse ou aborrecimento prévio. 

É aconselhavél deixar um paninho limpo ou uma camisa durante o período de uma semana no local do pet, pode ser na caminha, no sofá ou em qualquer lugar que o seu pet costuma dormir ou passar bastante tempo. 

Assim, um ou dois dias antes de se mudar com seu animal de estimação, você pode levar a camisa para um cômodo que o pet habitará durante o período de chegada à casa nova. Fazendo isso, no momento da chegada, ele já encontrará o seu cheiro no ambiente, diminuindo o estranhamento no local. Além disso, a não ser que seja muito necessário, também não é aconselhável lavar ou higienizar os pertences do bichinho antes da mudança, como potes, caminha, roupinha, coberta, entre outros.

Há também algumas tecnologias que podem ajudar! 

Difusores são uma ótima opção para auxiliar na adaptação. Existem difusores que você pode conectar na tomada e que possuem odores que provocam efeitos calmantes e reconfortantes para o pet. Dessa forma, há tanto para gatos, quanto para cães! 

Os florais também podem ser uma alternativa. Há diversos florais para pet que possuem efeitos calmantes, especiais para mudanças e para demais ocasiões e comportamentos animais. Normalmente, encontram-se florais em clínicas veterinárias, casas de produtos naturais ou farmácias homeopáticas. 

Tenha cuidados especiais quando você for se mudar com animal de estimação

Não deixar o animal de estimação solto logo de cara

É importante que, quando você mudar com o seu animal de estimação para a nova residência, você o mantenha em apenas um cômodo por pelo menos um dia. Mas, ele não deve ficar lá sozinho, você deve visitá-lo várias vezes ao dia, para que ele compreenda que não está sendo abandonado ou preso. Além disso, deixe no cômodo todos os seus pertences, assim ele sentirá mais conforto e familiaridade!

Após esse período, você pode ampliar o contato com outros cômodos. Assim, o que você pode fazer é levá-lo no período da manhã para outro cômodo e passar algum tempo junto com ele lá para que conheça o ambiente. Após isso, você pode levá-lo de volta para o cômodo inicial, e repetir a ação no período da tarde com o mesmo cômodo ou até mesmo com um terceiro.

Você também pode utilizar o difusor mencionado anteriormente nessa ida a diferentes aposentos, basta ligá-lo 20 minutos antes no cômodo novo!

É importante que você analise a reação do seu pet e aja de acordo com ele. Dessa forma, verifique como ele se sente em relação às ações tomadas e, em casos de anormalidades, como vômitos, diarréias, sangramentos ou qualquer diferença sintomática ou comportamental e procure sempre um médico veterinário. 

Agrade e deixe que o tempo resolva

É necessário muita paciência quando uma mudança e adaptação estão em jogo. Há pets que se adaptam fácil e rapidamente, mas também há os que demoram um pouquinho e têm mais dificuldades. O tempo e a paciência serão os melhores aliados para que tudo volte ao normal.

Para dar um empurrãozinho e para que a novidade da mudança seja relacionada com algo bom e agradável, agrade o pet com mimos! Para isso, uma ótima opção é dar petiscos, sachês e outras comidas apetitosas que eles adoram. Além disso, se seu pet gosta de brincar, novos brinquedos também são bem-vindos! Divirta-se bastante com ele para gastar energia e garantir uma boa noite de sono. 

 

Em suma, nossos pets também são nossa família! É importante entender que o abandono e a desistência de um pet nunca é uma opção. Por isso, a Mellro compreende a necessidade de discutir essa pauta e defende todos os direitos que circundam os animais. 

Maus-tratos aos animais é crime! Denuncie:

  • Polícia Militar: 190
  • Disque Denúncia: 181
  • IBAMA (no caso de animais silvestres) | Linha Verde: 0800 61 8080 – www.ibama.gov.br/denuncias 
  • Ministério Público Federal: http://www.mpf.mp.br/servicos/sac
  • Safer Net (crimes de crueldade ou apologia aos maus-tratos na internet): www.safernet.org.br
  • Para ver outros telefones e sites de cada região e estado do Brasil, clique aqui

 

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